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Ontem o executivo municipal do Montijo encerrou o ciclo de visitas às freguesias do concelho com uma extensa visita na Freguesia do Montijo, que incluiu reuniões com representantes da União Mutualista Nossa Senhora da Conceição, do Hospital, do Centro de Saúde e da Santa Casa da Misericórdia de Montijo.
Tendo como pano de fundo a eventual pandemia de gripe A, a visita dos executivos da câmara e da junta privilegiou o contacto com instituições da área da saúde e da acção social com o intuito de analisar o trabalho que está e pode vir a ser desenvolvido entre a autarquia e estas entidades na abordagem a esta problemática. “A câmara presta serviços básicos à população, como o abastecimento de água e a higiene urbana e, por isso, começámos a pensar na gestão dos recursos humanos nestas áreas em caso de pandemia porque estamos a falar de questões de saúde pública. Temos divulgado junto dos funcionários as regras emitidas pela Direcção Geral de Saúde (DGS). É preciso informar as pessoas, mas sem alarmismos”, salientou a presidente da Câmara Municipal de Montijo, Maria Amélia Antunes. Elisabete Gomes, presidente da direcção da União Mutualista Nossa Senhora da Conceição, informou o executivo que nas diversas valências da instituição “tem sido feita divulgação junto dos funcionários e dos utentes. Estamos a incentivar ainda mais nas crianças os hábitos de higiene”. Na reunião com a administração do Hospital Distrital de Montijo, a presidente do conselho de administração, Izabel Pinto Monteiro, salientou que “a DGS está a orientar procedimentos e a divulgar o necessário em relação à gripe A. A base de trabalho está a assentar na prevenção da disseminação do vírus”, acrescentando que “a nossa obrigação social, enquanto cidadãos, é evitar ao máximo a propagação da doença”. Por sua vez, os representantes do Agrupamento de Centros de Saúde do Arco Ribeirinho (do qual faz parte o Centro de Saúde de Montijo) comunicou o desenvolvimento de um plano de contingência, já apresentado aos colaboradores, e que assenta em quatro eixos: informação; medidas de prevenção e controle da infecção (como por exemplo: salas de isolamento em todos os centros de saúde); prestação de cuidados; formação dos próprios técnicos e comunicação com a comunidade para evitar situações de alarmismo. Este plano de contingência contempla, também, um Serviço de Atendimento à Gripe (SAG) que funcionará, quando e se necessário, no centro de saúde da Moita A última reunião do dia teve lugar na Santa Casa da Misericórdia de Montijo. Os responsáveis da instituição já adoptaram medidas para a prevenção da gripe A. “Reunimos parcelarmente com todos os colaboradores para esclarecer os cuidados de prevenção que devem ter e alertá-los para estarem preparados para lidar com a ansiedade dos utentes. Também comprámos máscaras”, afirmaram. Os cuidados de saúde em Montijo A reunião entre os autarcas e a administração do Hospital serviu, também, para fazer um ponto de situação sobre o Centro Hospitalar Barreiro/Montijo. Izabel Pinto Monteiro informou que os hospitais do Barreiro e do Montijo já apresentaram “um plano de negócios que foi aprovado no Ministério da Saúde e está a aguardar aprovação do Ministério da Finanças. Pensamos que no princípio de Outubro podemos passar à criação do Centro Hospitalar”. “Entretanto criou-se a consulta de ortopedia, vamos iniciar a consulta de oftalmologia, já adjudicamos um novo equipamento de radiologia e conseguimos financiamento para a Unidade de Cuidados Continuados e para a Cirurgia de Ambulatório. Vamos ter mais consultas externas, mais meios auxiliares de diagnóstico e consultas de especialidade. Estamos a tentar dar uma resposta integrada e séria aos diferentes níveis de patologia e a toda a população”, concluiu. Para Maria Amélia Antunes, “a melhor resposta hospitalar é rentabilizar os recursos e meios existentes nos dois hospitais. Não descarto, a médio/longo prazo, a construção de uma nova unidade hospitalar em Montijo, mas por agora os investimentos realizados neste equipamento devem ser rentabilizados. Com o novo aeroporto e a plataforma logística do Poceirão há mais razões para a manutenção da urgência do Hospital de Montijo”. Em relação aos cuidados primários, os responsáveis do Agrupamento de Centros de Saúde do Arco Ribeirinho realçaram a importância da criação de Unidades de Saúde Familiar “o que pode ajudar a colmatar algumas lacunas no âmbito do número de utentes sem médico. Temos também perspectivas de criar, porque tem condições para isso, uma aqui no Afonsoeiro”. Quanto à unidade de saúde de Montijo foi salientado o esforço realizado no atendimento a utentes sem médico de família e a importância do novo sistema informático na gestão da unidade.
Palavra aos munícipes À noite, na Galeria Municipal o executivo da câmara e da junta receberam os munícipes que quiserem colocar as suas preocupações de ordem pública ou particular. Tal como nas outras freguesias, a sessão começou com a apresentação de dados relativos às principais transferências financeiras e investimentos realizados pela autarquia na freguesia do Montijo nos últimos quatro anos. Um investimento no valor total de 18.590.691,00 euros. A principal questão abordada foi a habitação social. Dois munícipes mostraram-se satisfeitos pela política de inclusão e integração social desenvolvida pela câmara, nomeadamente no Bairro do Esteval. “O Bairro do Esteval é interclacissista. É um exemplo do que deve ser uma política de integração e habitação social. Acho que estamos no caminho certo porque é pela integração que salvaguardamos, também, a nossa qualidade de vida e segurança”, realçou a presidente. Outro assunto em destaque foi a educação, com um munícipe a apresentar diversas situações sobre as actividades de enriquecimento curricular, a necessidade de mais psicólogos nas escolas e a indisciplina. A presidente realçou o trabalho da autarquia na área da educação. “Tivemos desde sempre uma grande preocupação com a educação e, por isso, temos dietista e psicólogos, mas admito que possamos precisar de mais. Fizemos um grande investimento nas escolas. Muitas das situações que relatou é falta de profissionalismo e de responsabilidade. Tem de haver um novo paradigma de gestão na administração pública. O caminho é pela responsabilização individual e colectiva”. Os munícipes colocaram, ainda, questões relacionadas com pequenas reparações, manutenção de espaços verdes e substituição de mobiliário urbano. A este propósito, o vereador das Obras, Nuno Canta, referiu que “há medida que vamos tendo mais infra-estruturas surgem mais problemas. Há que apostar agora numa cultura de manutenção das infra-estruturas existentes”. De referir que esta visita à freguesia do Montijo incluiu também deslocações à Escola da Caneira, Avenida dos Pescadores e Quinta do Pateo d’Agua para verificar as obras desenvolvidas e em curso.
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