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Tecnologia Pioneira para prever Ataques Cardíacos PDF Imprimir e-mail
24-Nov-2009

O protótipo de um sistema inovador, a nível internacional, de monitorização dos Cuidados Intensivos dos Hospitais, é o grande vencedor da Quinta Edição do Prémio BES Inovação, no valor de 85 mil euros. Desenvolvida pelos investigadores Pedro Bizarro e Diogo Guerra, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), a tecnologia não só venceu na categoria de Tecnologias de Informação e Serviços, como também arrebatou o Grande Prémio Nacional.

Prever, com 24 horas de antecedência, a ocorrência de um ataque cardíaco indicando, em simultâneo, os factores que mais estão a contribuir para que tal aconteça (níveis potássio ou magnésio, plaquetas, etc.) e sugerindo medidas preventivas, é uma das grandes inovações da tecnologia SICU, desenvolvida no âmbito do projecto europeu BICEP: Benchmarking Complex Event Processing Systems, em parceria com investigadores da Oracle Corporation, University of Utah Medical Center, e Whitehead Institute/MIT Center for Genome.   Por outro lado, o sistema fornece alertas clínicos personalizados por doença, por idade e por paciente, entre outras variáveis, e está dotado de sistemas inteligentes que reduzem a geração de falsos alarmes, o que não acontece com o equipamento disponível no mercado. “Os actuais sistemas de monitorização não reúnem informação em tempo real e a configuração de regras é muito escassa, gerando um elevado número de falsos alarmes (por e.g., se o doente se mexe bruscamente, é gerado um alarme), que acabam por ser ignorados. Todos os anos “milhares de pacientes internados nos cuidados intensivos sofrem Enfartes Agudos do Miocárdio apesar de estarem ligados a sistemas de monitorização contínua”, observa Pedro Bizarro.   

Outro grande avanço obtido com o SICU é a sua flexibilidade. Foi concebido para ser facilmente manuseado e re-configurado pelos médicos e enfermeiros. Ao ter acesso a toda informação do paciente, em tempo real (ritmo cardíaco, pressão arterial, temperatura e mesmo informação sobre testes laboratoriais), os profissionais de saúde podem criar alertas personalizados. “O sistema permite ser configurado para usar alarmes para pacientes idosos ou jovens, homens ou mulheres, ou ter regras específicas por paciente, por pares paciente-médico, para todos os pacientes de um médico, ou por protocolo de internamento”, exemplifica o investigador.   Cientificamente, chegar a esta solução tecnológica, que já está em fase piloto, foi extremamente difícil porque, explica o Docente da FCTUC, “estamos a falar de eventos altamente dinâmicos, em que podem ocorrer inúmeros por segundo. Tivemos de identificar e ultrapassar vários problemas técnicos como a gestão de prioridades de regras ou a escolha da representação de dados que mais facilmente permite criar regras. Integrar diversas plataformas e vários modelos e encontrar uma linguagem capaz de gerir e actualizar, em tempo real, o estado dos pacientes monitorizados foi extremamente complexo”. 

 

Testado e validado cientificamente o SICU, foi já criada uma Spin-Off da FCTUC, a FeedZai Lda., para avançar para prototipagem industrial e comercialização”, conclui o investigador. 

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Actualizado em ( 23-Nov-2009 )
 
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