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Montijo empenhado no combate à violência contra mulheres PDF Imprimir e-mail
12-Dez-2009

O Espaço Informação Mulheres, a funcionar desde 2000 no Gabinete de Saúde e Acção Social, é uma das faces visíveis do empenho da Câmara Municipal do Montijo no combate ao flagelo da violência contra as mulheres. O Espaço, onde 40 por cento dos atendimentos se prendem com questões de violência doméstica, prova que “a autarquia tem estado na linha da frente neste campo”, como salienta Manuel Albano, vice-presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.    

Manuel Albano, que esteve em representação da secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, na abertura do workshop “A violência contra as mulheres: uma perspectiva multidimensional”, organizado pela Câmara Municipal do Montijo, salienta ainda que “durante muito tempo o Espaço Informação Mulheres (EIM) foi o único local onde as mulheres se podiam dirigir para pedir informações e ajuda”.

O EIM “trabalha em parceria com a rede de apoio a mulheres em situação de violência”, que integra entidades tão diversas, como o Hospital do Montijo, a PSP, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens ou a União Mutualista Nossa Senhora da Conceição (UMNSC), através da Casa Abrigo, como refere a presidente da autarquia, Maria Amélia Antunes.   A funcionar desde 2004 a Casa Abrigo tem capacidade para 25 utentes, 10 mulheres e 15 crianças, e neste momento tem a lotação completa, como explica Sara Ferreira, directora técnica da instituição.

Durante o tempo que estas mulheres se encontram na Casa Abrigo, os técnicos ajudam-nas “a autonomizar-se, a fazer coisas tão básicas como ir à segurança social sozinhas, a encontrar emprego”, salienta a responsável, explicando que “as mulheres que se conseguem autonomizar, e são a maioria, levam mais de um ano a consegui-lo”. “Não é fácil recomeçar do zero, longe da família, dos amigos”, frisa.

Na sua maioria com idades entre os 20 e os 35 anos, as mulheres, que a Casa Abrigo do Montijo alberga, são essencialmente oriundas dos distritos de Setúbal e Lisboa e têm, muitas vezes, mais de dois filhos consigo.   Mesmo que o ideal fosse não haver a necessidade de “recorrer a Casas Abrigo para proteger as mulheres”, como defende Maria Pereira, psicóloga clínica do Centro de Atendimento Mulher de Almada, um dos seis centros da União de Mulheres Alternativa Resposta (UMAR), ainda é essa a realidade existente. “A Rede Nacional de Casas Abrigo está bem implementada”, mas “quando as mulheres são encaminhadas para ai pagam um preço muito alto, já que é toda uma vida que abandonam”, salienta a psicóloga, que tem trabalhado com a edilidade montijense através do EIM.    

Um espaço que, como frisa Maria Clara Silva, vereadora da Acção Social, “apoia as mulheres não só nos casos de violência, mas também em questões relacionadas com a imigração, divórcios, direito laboral”, entre outras. E, dado que a procura por parte das utentes é grande, com os últimos dados do EIM a apontarem para 1912 atendimentos, a vereadora garante que este é um projecto para “manter e continuar a melhorar”.   

Fonte: Setúbal na Rede

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