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Soares da Costa e Brisa iniciam TGV em 2010 PDF Imprimir e-mail
14-Dez-2009

O consórcio liderado pela Soares da Costa e Brisa vai construir o primeiro troço de comboio de alta velocidade em Portugal, soube-se ontem. Ligar e manter o troço entre o Poceirão ao Caia custará 1,5 mil milhões de euros, disse a construtora do Porto.

As obras de construção do troço entre o Poceirão, na margem Sul do Tejo, e a fronteira com Espanha (Caia) arrancam durante o próximo ano e deverão terminar em 2013, quando entrará em funcionamento a linha que ligará Lisboa a Madrid e, daí, ao outro lado dos Pirinéus. O contrato de adjudicação foi ontem provisoriamente assinado com o consórcio liderado pela Brisa e pela Soares da Costa, já que ainda é necessária aprovação pelo Tribunal de Contas e promulgação pelo Presidente da República. A Mota-Engil, presidida por Jorge Coelho, chefiava o consórcio derrotado. O projecto e a construção da linha propriamente dita custarão 1,441 mil milhões de euros, a que se somam despesas de manutenção ao longo "da vida toda da concessão, deflacionados e calculados à data de hoje", disse, à agência Lusa, o presidente executivo da Soares da Costa, Pedro Gonçalves. Num comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), lê-se que o valor total do investimento é de 1,495 mil milhões. A linha Lisboa-Madrid deverá criar 56 mil empregos e acumular receitas fiscais de 64 mil milhões de euros, diz o Ministério das Obras Públicas, cujos cálculos indicam que, em 2040, os benefícios da obra terão sido superiores aos custos em 367 milhões, considerando dados como as receitas de bilheteira, poupança de tempo nas deslocações, redução de acidentes ou melhoria da qualidade do ar.  Ontem, José Sócrates disse ser esta a altura certa para avançar com o projecto. A crise deve "levar-nos a fazer investimento e não o contrário", afirmou, citado pela Lusa. Também o comunista Jerónimo de Sousa realçou, na Figueira da Foz, a importância da ferrovia. Mas nem todos concordam. Paulo Portas, do CDS/PP, entende que o Governo devia era apoiar as PME. Fonte: JN
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