|
MONTIJO, sede do concelho, ao longo da sua história tem sabido receber e acolher pessoas oriundas das mais diversas zonas do País. E não foi por acaso, pois está estrategicamente localizado junto ao Rio Tejo. Situação privilegiada, uma vez que o Rio foi e continuará a ser o maior meio de comunicabilidade entre os povos. A proximidade da grande metrópole, capital do País, não fez perder a sua identidade, cultura e tradições.
Dos Templos – testemunho vivo da fé do nosso povo, às Casas Senhoriais – que indicam o poder económico, requinte e bom gosto dos seus proprietários/fundadores, e o regresso às origens com os Moinhos - que fazem parte do passado, presente, e futuro. Enfim ... a nossa História!
Apareça e siga a nossa Rota!
Parta do Posto de Turismo, cartão de visita do concelho, instalado numa dependência do Mercado Municipal, cuja construção é dos anos 50.
Suba a Avenida 25 de Abril, até avistar o pulmão da cidade - Parque Municipal -. Apreciando um ambiente tranquilizador, constate que, tão perto, está implantado um edifício de relevante importância - o Palácio da Justiça.
Desça a mesma Avenida e dirija-se ao coração da Cidade – a Praça da República.
No trajecto, observe a Casa Mora. Edificada no século XIX e adquirida pela Autarquia nos anos 80, é hoje o Museu Municipal.
Chegado ao centro histórico, depare-se com a renovada Praça da República.
Aqui, pode apreciar o harmonioso Coreto, inaugurado em 1926, símbolo de uma época em que o lazer e a festa faziam parte da rua. A Tágide, escultura concebida pelo Mestre Lagoa Henriques, embeleza este local de lazer, passagem e encontros.
Visite a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo. Templo de fundação quatrocentista, a sua magnificência traduz uma época de crescimento e importância da então Aldeia Gallega.
Quase sem sair da Praça da República, entre na "Rua Direita" - Rua Almirante Cândido dos Reis - e outro edifício merece a sua atenção - Galeria Municipal, uma construção do século XVIII. Aqui estiveram instalados os Paços do Concelho até 1965, altura em que transitaram para o actual edifício. Actualmente, funcionam neste edifício a Assembleia Municipal e a Galeria de Arte.
Suba esta rua, onde está estabelecido o comércio tradicional, até à Rua Joaquim de Almeida. Encontre um dos edifícios que fez história no Montijo - o Cinema-Teatro, ao qual foi atribuído, à semelhança da rua, o nome de Joaquim de Almeida, em homenagem ao grande actor, do século XIX, natural desta terra. Construído em 1957, foi adquirido e remodelado pela Autarquia, assumindo-se, hoje, como um espaço cultural polivalente.
Tome o sentido inverso e vire à direita, pelas Ruas do Hospital e da Misericórdia, artisticamente empedradas, destinadas apenas ao movimento pedonal.
A próxima paragem é na Igreja da Misericórdia. Pequena capela chã, de estilo maneirista. O seu interior alberga, entre outras relíquias, o Retábulo de 1591-97, da autoria de Tomás Luís, de onde foi recentemente recuperada a tábua da Visitação da Virgem a Santa Isabel.
Chegada a hora do almoço, recupere as suas energias, saboreando as deliciosas especialidades desta acolhedora terra.
Recomece esta visita, dirigindo-se à circular.
Aviste um edifício que faz parte da tradição das gentes da nossa terra, ou não estivesse tão paredes meias com o Ribatejo. Um local de paixões, emoções, perigos, mas também de glórias - a Praça de Touros de Montijo, que detém o nome do arquitecto que a projectou, Amadeu Augusto dos Santos. Admire esta construção, erigida em meados do século XX.
A caminho do local anteriormente designado por Quinta do Moinho Velho, visite o Moinho de Vento do Esteval, construção de 1826. Restaurado, funciona hoje como espaço museológico.
Percorra toda a circular, acompanhada por uma ciclovia, até à Rua Cidade de Guimarães. Tomando a sua esquerda, a poucos metros, avista a Quinta do Saldanha. Edificado no século XVI por Duarte da Gama, este conjunto, com posteriores reconstruções, é constituído pela Casa Senhorial e Capela dedicada ao Senhor Jesus dos Aflitos.
A paragem seguinte é no Museu do Pescador, instalado na sede da Sociedade Cooperativa União Piscatória Aldegalense, na Avenida dos Pescadores, no característico Bairro dos Pescadores.
Na mesma Avenida, faça uma breve paragem em frente à Quinta do Pátio de Água, conjunto edificado que se enquadra no chamado estilo da casa portuguesa, da autoria do arquitecto Pardal Monteiro. Aqui, destaca-se a Capela erigida em honra de Santo António.
Caminhe em direcção à zona ribeirinha.
Usufruindo deste novo espaço de lazer, recuperado, que preserva os valores patrimoniais e culturais do Montijo – a Frente Ribeirinha -, visite o Moinho do Cais, Lugar de Memória e Experiência. A sua criação remonta aos séculos XIII e XIV. Aqui, é-nos dado a conhecer o legado dos nossos antepassados, as funções do engenho e a sua importância na época. Hoje, recuperado, foi-lhe atribuída outra função - local de visita, de memórias e talvez de reflexão.
De regresso ao Posto de Turismo, observe o edifício dos Paços do Concelho, construído no século XIX, onde outrora funcionaram diversos serviços públicos, nomeadamente a cadeia, o tribunal, a escola, as finanças, e hoje a Câmara Municipal.
Informação complementar:
Data: 21 de Junho de 2008 Custo p/ pax: 18€ Meio de transporte: Autocarro/A pé Duração: Dia inteiro Inscrições: Posto de Turismo
Rota da Mala-Posta do Alentejo
Travessia de passageiros e mercadorias na vila de Aldêa-Galega-do-RibaTejo, em direcção à nossa capital, por aqui passaram viajantes, nobres e vários monarcas.
Dada a excelente localização, em 1533, no reinado de D. João III, a vila foi escolhida para sede da principal Posta do Sul (transporte de correio a cavalo), pelo correio mor do Reino, Luís Afonso. No século XIX, esta funcionalidade, ampliada, dá origem à Mala Posta do Alentejo, que partia de Aldeia Gallega em carruagens que transportavam o correio e passageiros. Com origem em Lisboa, o percurso fazia-se atravessando o Tejo até Aldeia Gallega, com destino ao Alentejo ou a Espanha. Ao longo do trajecto, de 26 horas, existiam estações de muda de animais que, mais tarde, permitiram aos passageiros aí cear e pernoitar.
Parta do Posto de Turismo em direcção à Quinta das Postas, onde existiu, na primeira metade do século XIX, a estação de início da carreira da Mala Posta do Alentejo, que daqui partia para a fronteira do Caya.
Passe pela Quinta do Pátio d'Água, onde, posteriormente, na segunda metade do séc. XIX, funcionou a estação da Mala Posta.
Daqui, siga para a Zona Ribeirinha, recentemente recuperada. Já no Cais de Aldeia Gallega, referenciado pela primeira vez em 1370, e Cais dos Vapores, construído em 1852, dada a necessidade de melhores condições de atracagem dos vapores para o transporte da correspondência e passageiros, veja, entre outros, o painel da Mala Posta.
Caminhe em direcção ao Jardim do Museu Municipal, onde poderá ver o Marco de légua, que assinala o percurso da antiga Estrada Real, que ligava Aldeia Galega a Vendas Novas.
E parta para a Atalaia, mais um lugar de passagem, em que as referências remontam ao século XIII, onde já se fala na "carreira da Atalaia".
Chegada a hora do almoço, faça uma paragem num dos restaurantes da região.
De passagem pela Junta de Freguesia de Santo Isidro de Pegões, saiba que este local, provavelmente, foi uma das estações de muda de apoio aos viajantes.
Siga até ao Fontanário de Pegões, inicialmente chamado de Fonte D'el Rei, construído no século XVIII por D. João V.
No trajecto para Vendas Novas, passe pela Albergaria Mala Posta. Situada em pleno cruzamento de Pegões, à semelhança de outrora, é "Especializada na prestação de serviços aos viajantes."
Chegue a Vendas Novas pela estrada que, em tempos, foi caminho de vários reis e originou o verdadeiro nascimento da cidade.
Depois da recepção efectuada no Posto de Turismo local, instalado no Moinho de Vento, datado do século XIX, caminhe em direcção ao Chafariz Real, construído devido ao movimento de milhares de trabalhadores e animais que foram necessários à construção do Palácio Real.
E desta cidade não parta, sem visitar o Palácio Real ou Palácio das Passagens, mandado construir por D. João V, para que a princesa das Astúrias e o príncipe do Brasil, futuro D. José I, aqui encontrassem a sua pousada. Dada a sua imponência, graças ao ouro do Brasil, tornou-se pousada de vários monarcas.
Regresse ao Montijo, fazendo um desvio em direcção à Landeira, localidade que, nos séculos XIV e XV, constituía uma encruzilhada na Estrada Real, também apelidada de Estrada dos Espanhóis.
Informação complementar:
Data: 20 de Setembro de 2008 Custo p/ pax: A definir Meio de transporte: Autocarro/A pé Duração: Dia inteiro Inscrições: Posto de Turismo
Rota dos Trilhos de Canha
Esta antiga vila medieval, situada na margem esquerda da Ribeira de Canha ou Ribeira de Almansor, cujos vestígios remontam ao século XII, que em 1852 foi integrada no concelho da então Aldeia Galega, é a freguesia mais distante do concelho de Montijo. De características rurais, é dotada de uma beleza natural e paisagística de grande atractividade. Para visitar a vila, sugere-se um conjunto de locais, que vão do património religioso ao natural, onde se encontram traços de arquitectura de assinalável interesse.
Parta do Posto de Turismo de Montijo em direcção à freguesia de Canha.
No centro da Vila de Canha, na Rua do Castelo, encontra a Casa Piteira. Da autoria do Arquitecto Hermínio Vaz Barros, este imóvel apresenta o aspecto pitoresco da "casa portuguesa", com telhado de beirais e varanda com alpendre.
De paredes meias com o Alentejo, o traçado do Casario da Vila apresenta-se caiado, de piso térreo. Repare no pormenor no arco sineiro da antiga Câmara Municipal, actual Posto da GNR.
Localizada na Rua do Castelo está a Ermida de S. Sebastião ou da Misericórdia, fundada no século XVI, com posteriores remodelações. Faça uma visita.
Dirija-se à Rua de Santo António e visite a Igreja de Nossa Senhora de Oliveira. Fundada no século XIII, a igreja que actualmente se observa é uma edificação do século XVII.
Antes de prosseguir esta rota, almoce num dos simpáticos restaurantes da vila.
Caminhe em direcção ao recém inaugurado Museu Etnográfico de Canha, situado na Rua do Castelo, na antiga casa de um saudoso médico local, Dr. Manuel Maurício. Aqui, pode visitar a exposição permanente dedicada ao Ciclo do Arroz e às Grandes Herdades.
No prolongamento da Rua de S. António encontra a Fonte Velha. Pensa-se que terá 300 ou 400 anos.
Na estrada que segue para Vendas Novas (EN251), encante-se com um Sobreiro centenário, classificado como árvore de interesse público, situado na Herdade Vale da Balça.
Rumo ao Montijo, faça uma paragem no Monte das Mós, local totalmente dedicado ao cavalo, vocacionado para criação de Lusitanos, treino e prática da equitação tradicional portuguesa.
Regresse ao Montijo.
Informação complementar:
Data: 11 de Outubro de 2008 Custo p/ pax: 17€ Meio de transporte: Autocarro/A pé Duração: Dia inteiro Inscrições: Posto de Turismo
Observações:
a) Canha é uma vila de características eminentemente rurais. Não sendo rica em património edificado é, todavia dotada de grande beleza natural. Dentro deste espírito, tem vindo a acolher um conjunto de investimentos ligados ao turismo rural que, sendo de âmbito privado, podem ser incluídos em roteiros ou visitas, desde que devidamente programadas proporcionando visitas agradáveis. Destes empreendimentos destacamos os seguintes: Monte das Mós Quinta da Saudade Herdade do Moinho Novo
b) Ainda dentro deste espírito campestre, a vila proporciona excelentes passeios a pé, de BTT ou de veículos todo o terreno, sejam eles individuais ou organizados por empresas do ramo.
Rota de Entre Vinhos e Pipas
Esta rota vai proporcionar aos apreciadores e interessados pela temática do vinho, a possibilidade de visitarem as diversas adegas e outros estabelecimentos.
Enoturismo, conceito relativamente recente, é um segmento da actividade turística que se fundamenta na viagem motivada pela apreciação do sabor e aroma dos vinhos e das tradições e tipicidade das localidades que produzem esta bebida. O Enoturismo constitui um dos principais produtos turísticos da região de Setúbal e as Rotas constituem instrumentos privilegiados na divulgação deste produto turístico. O Turismo vitivinícola é o principal objectivo de um dos grandes instrumentos ao serviço do Enoturismo – as Rotas de Vinho.
A Rota dos Vinhos da Península de Setúbal pretende desenvolver o conceito de Enoturismo, atribuindo novas dimensões a este inigualável produto - o vinho aliando-o às potencialidades turísticas de cada região.
A Associação da Rota dos Vinhos, fundada em 2003, tem a sua sede na Casa Mãe da Rota dos Vinhos, em Palmela, edifício que foi uma antiga adega recuperada para o efeito. A Câmara Municipal de Montijo é um dos associados.
Viva os encantos desta rota. Experiências que vão enriquecer o seu conhecimento, a sua vida e, certamente, aumentar o seu gosto pelos vinhos da Península de Setúbal.
Parta do Posto de Turismo e, pelo IC32, rume à Vila de Palmela.
Aqui, visite a Casa Mãe da Rota dos Vinhos, situada no Largo de São João, numa antiga adega recuperada para o efeito. Aqui poderá provar o único e incomparável Moscatel de Setúbal e a Fogaça de Palmela.
Saindo deste agradável espaço, tome a EN533, até à localidade de Algeruz, onde pode visitar o Núcleo Museológico do Vinho e da Vinha. Instalado na propriedade do Kartódromo Internacional de Palmela (KIP), na antiga adega da herdade de Algeruz, apresenta um valioso espólio constituído por maquinaria e utensílios ligados à produção vinícola. Esta adega foi distinguida em 1937 pela Federação Nacional dos Vinhos como "a mais moderna adega do país".
Depois de visitar este interessante espaço, siga para a localidade do Poceirão. Visite a adega Casa Ermelinda Freitas. Também aqui poderá apreciar os néctares desta empresa familiar, com quatro gerações de tradição vitivinícola.
Entretanto, chegada a hora do almoço, aproveite para degustar as especialidades desta região.
Ao sair do Poceirão, siga a indicação de Pegões.
Já na localidade de Santo Isidro de Pegões, antes de chegar à Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões, visite algum do património construído, existente nesta freguesia: Escultura "Homenagem à Agricultura", situada junto ao Parque de Material Agrícola, obra de arte datada de 1967 e executada pelo mestre Artur Bual; Fontanário de Pegões, inicialmente chamado de Fonte D'el Rei, construído no século XVIII por D. João V; Igreja de Santo Isidro de Pegões, dedicada a Santo Isidro, patrono dos fazendeiros, fundada na década de 40, do século XX, parte do núcleo que resultou do Projecto de Colonização Interna.
Para terminar, deixe-se guiar até à Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões, onde técnicos da adega lhe proporcionarão um mini-curso de iniciação à prova de vinhos. Ainda aqui, na renovada Sala de Provas, descontraia-se com um agradável jantar, acompanhado de noite de fados.
Saiba que, foi o grande proprietário rural e industrial de cerveja - José Rovisco Pais -, quem doou as suas herdades de Pegões aos Hospitais Civis de Lisboa. A Cooperativa Agrícola constituída por Alvará de 7 de Março de 1958 veio fornecer o apoio técnico e logístico à elaboração dos primeiros vinhos de Pegões. Pegões é hoje uma adega moderna e competitiva, reconhecida tanto a nível nacional como internacional, com inúmeras distinções e prémios nos mais renomeados concursos mundiais de vinhos. Regresse ao Montijo.
Informação complementar:
Data: 15 de Novembro 2008 Custo p/pax: A definir Meio de transporte: autocarro Duração: Dia inteiro Inscrições: Posto de Turismo
Rota da Atalaia
Pretende-se com este percurso divulgar o património arquitectónico e cultural da freguesia da Atalaia, com particular ênfase para a valiosa herança religiosa que aqui podemos encontrar.
Procurando aliar estes aspectos ao património etnográfico, que também ele pauta e caracteriza a génese destas gentes, achamos poder contribuir para preservar aquilo que jamais se poderá perder – a identidade e a tradição.
Segundo o historiador Rui de Azevedo, em 1249 já haveria uma referência à "carreira da Atalaia" ou caminho de carros, pelo que por esta altura a Atalaia seria apenas um lugar de passagem para o Alentejo.
Relativamente ao Santuário da Atalaia é facto assente que este já existiria anteriormente a 1470, sendo uma então ermida dedicada a Santa Maria da Atalaia.
Quanto à romaria teve o seu início, provavelmente em 1507, aquando de uma terrível peste que grassou na capital. Nesse cenário de devastação e doença, um grupo de oficiais da Alfândega de Lisboa dispõem-se a formar um círio que após ter passado o rio, desembarcaram em Aldeia galega, daqui saindo em procissão para o Santuário da Atalaia, onde rogaram a Santa Maria da Atalaia que os livrasse da peste.
O seu rogo foi atendido e a partir daí organizados numa confraria, iniciaram uma peregrinação anual ao santuário, que nos chegou até aos nossos dias.
A Festa Grande assim chamavam à "Romaria de Nossa Senhora da Atalaia", era efectivamente a maior festa que se realizava naquela época.
A Atalaia é pois um local de remota peregrinação popular, exaltada pela fé e religiosidade das populações locais e arredores que, já no início do século XVI, se deslocavam a este local, em peregrinação. O ponto alto da devoção ainda se cumpre anualmente no último domingo do mês de Agosto.
Parta do Posto de Turismo de Montijo e dirija-se à freguesia de Atalaia, onde iniciará o percurso na Junta de Freguesia.
Visite o Santuário da Atalaia, cuja fundação data provavelmente de 1507, na sequência de uma promessa feita pelos empregados da Alfândega de Lisboa, por ocasião de uma peste. Aqui pode igualmente visitar o Museu dos Ex-votos, testemunhos de grande devoção à Nossa Senhora da Atalaia.
Descendo a escadaria, dirija-se para o Cruzeiro Quinhentista ou cruzeiro velho mandado erguer pela Confraria de Lisboa, em 1551.
Retome a visita pela E.N.4 até ao Cruzeiro da Estrada, com paragem junto às instalações do Círio dos Atrasados, fundado por volta de 1940, e composto por pessoas do Montijo, que só se juntam à festa no último dia e do Círio da Carregueira, com fundação em 1833, deve-se ao cumprimento de uma promessa da população aterrorizada pela cólera-morbo (peste negra) que prometeu um círio à Nossa Senhora da Atalaia.
Rume ao Cruzeiro da Estrada. Distando cerca de 150m da igreja, este cruzeiro pobre de formas e cantaria, chegou a dispor de um mealheiro de ferro no pedestal para receber as esmolas dos devotos que por ali passavam. Subindo pela Rua António Joaquim Marques, passe ao lado do Jardim/Praça dos Operários, onde está o busto de Álvaro Tavares Mora, autarca da C.M.M., desenvolveu grandes obras a favor da Atalaia, nomeadamente no abastecimento de água e saneamento e a construção do chafariz.
Prossiga até ao Cruzeiro de Alcochete. De pedra lioz, datado de 1669, situa-se à esquerda da Igreja da Atalaia, junto à linha limite do concelho de Montijo com o concelho de Alcochete.
Pare diante das instalações do Círio da Azóia, também conhecido por Círio do Termo de Cezimbra ou ainda por Círio das Aldeias, é talvez o mais antigo, pois parece peregrinar à Atalaia já antes de 1607.
Chegada a hora do almoço, dirija-se à sede do Rancho Folclórico Juventude Atalaiense, fundado em Fevereiro de 1982, é formado por cinquenta elementos entre ensaiador, músicos e dançarinos, onde poderá saborear um almoço tradicional seguido da actuação do grupo.
Retome a visita, descendo pela Alameda da Fonte até à Fonte da Senhora. Nela se fazem as tradicionais lavagens das manhãs de Domingo e Segunda-Feira da Festa. Actualmente, a fonte encontra-se quase seca e poluída. Mas este local não perdeu a sua carga simbólica, pois o ritual mantém-se, com água trazida das imediações.
Regresse ao local de partida - Posto de Turismo.
Informação complementar:
Data: 06 de Dezembro de 2008 Custo p/ pax: A definir Meio de transporte: Autocarro/A pé Duração: Dia inteiro Inscrições: Posto de Turismo
Observações:
a) Este será um percurso essencialmente pedestre (walking tour), pelo que aconselhamos calçado confortável. Sugerimos os binóculos, pois em dias limpos* muito se avista da altiva e sobranceira Atalaia! *(segundo O Almanaque do Borda d'àgua, prevê-se bom tempo para esta época)
b) De referir que esta freguesia, ainda hoje, de carácter iminentemente rural possui igualmente um património museológico agrícola de grande interesse. Falamos do Museu Agrícola da Quinta Nova da Atalaia, instalado na antiga propriedade rural com o mesmo nome, no qual podemos ver um Lagar de Azeite e um Lagar de Vinho, que ilustram o processo tradicional destas ancestrais produções agrícolas. Este espaço encontra-se temporariamente encerrado, para obras de beneficiação, aguardando a sua reabertura num curto prazo para novamente fazer as delícias de todas as gerações.
|