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Alda, a "Galega" Junto ao rio morava uma Alda, oriunda da Galiza, que tinha uma venda para servir as gentes que abordavam o porto, no sentido de se deslocarem para Lisboa ou Alentejo. No percurso das viagens, logo por certo, os viajantes afirmavam passar pela Alda, a "Galega", que originaria o nome primitivo da povoação – Aldeia Galega, hoje Montijo.
A Octogenária Uma velhota octogenária tinha uma filha, que falecera após um parto bastante difícil, deixando-lhe um menino vivo. Sendo extremamente pobre, rogou, com fé, a Nossa Senhora da Atalaia, que lhe apoiasse os seios para que pudesse criar o netinho. E assim aconteceu, fazendo-se um rapaz são e escorreito.
Os Pinheiros da Atalaia Na altura em que Filipe II de Castela governava Portugal, entendeu cortar alguns pinheiros, altos e grossos, existentes junto da Igreja de Nossa Senhora da Atalaia, para construção de navios, pelo que foram assinalados alguns dos melhores. Passados dias, os serradores, ao chegarem ao pinhal para executar o trabalho, encontraram-nos todos tortos, sem serventia nenhuma para aquilo que desejavam. Diz a tradição que ainda cortaram um e dele fizeram um leme para uma nau, com o nome de Nossa Senhora da Atalaia. Colocado no seu lugar, tiveram de substitui-lo, porque desgovernava a nau.
Nossa Senhora da Atalaia Um dos elementos do culto da Atalaia é uma fonte, onde Nossa Senhora apareceu. A Fonte de Nossa Senhora da Atalaia localiza-se ao fundo da encosta, a cerca de quinhentos metros da actual Igreja. "A meya legoa da villa de Aldea Galega, ou Aldagalega de Riba Tejo esta hua fonte, a que chamavão sempre fonte santa". A santidade da fonte fazia com que muita gente recorresse às suas águas para certas enfermidades. Relata-se que, junto de si, se encontrava uma grande aroeira, que a cobria com a sua enorme copa. Segundo a lenda, esta aroeira produzia incenso e os devotos começaram a tirar-lhe a resina, por a considerarem medicinal, tendo tido muito bons resultados. Um dia apareceu na aroeira uma imagem de Nossa Senhora. Divulgada a notícia, os devotos correram a venerar a Virgem e levaram-na para uma casa perto, onde a colocaram numa cantareira. Lembram-se então de edificar um templo, onde a Senhora fosse mais respeitosamente servida e venerada. Trasladaram a imagem para o altar-mor mas, no dia seguinte, a imagem da Virgem apareceu novamente colocada na cantareira. Isto aconteceu diversas vezes até que resolveram deixar a imagem na cantareira e mandar fazer outra semelhante para ser colocada na Igreja. Fonte CMM
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